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Fábio Bezerra, sindicalista e pré-candidato a deputado estadual

O Sindmassa/MS representa trabalhadores do setor da Alimentação de 35 municípios de MS

Fábio, comecemos pela questão da situação dos trabalhadores, tendo em vista que você é presidente de um sindicato. Como você vê a situação dos trabalhadores no atual momento da economia?

Fábio Bezerra – Os trabalhadores de forma geral viveram uma situação complicada nesses dois últimos por conta da pandemia, que causou muitos problemas em diversos setores da economia, com demissões e diminuição dos salários. Foram dias difíceis, que esperamos estar superando. Mas os trabalhadores brasileiros já vinham tendo grandes perdas desde antes da pandemia por conta da política econômica do governo federal. Tivemos a retirada de direitos trabalhistas que constavam na CLT, tivemos a reforma da previdência que foi muito ruim para os trabalhadores, aumentando o tempo de contribuição para poder aposentar e diminuindo o valor das aposentadorias e das pensões pagas pela Previdência Social. Essas duas falsas reformas só trouxeram prejuízo para os trabalhadores do Brasil. Foram um verdadeiro golpe nos trabalhadores.

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Mas elas não ajudaram a economia e a geração de empregos?

Fábio Bezerra – A verdade é que essas reformas só retiraram direitos sem trazer ganhos para os trabalhadores. Basta olhar os números da geração de empregos desde antes da pandemia. Essas reformas foram benéficas para os empresários, isso é fato. Mas benefícios para os trabalhadores não trouxeram nenhum.

E aqui no estado como está a situação dos trabalhadores do setor de Alimentação?

Fábio Bezerra – No setor da alimentação temos situações bem diferentes. No caso das panificadoras, esse setor foi duramente impactado pela pandemia, já no setor da indústria da alimentação, como dos frigoríficos, o que vimos foi um aumento da produção por conta das exportações. E os trabalhadores dos frigoríficos foram os primeiros a sofrerem com a pandemia, com uma explosão de casos nos frigoríficos do estado. Mas o crescimento da produção e o aumento do faturamento das empresas tanto pelo aumento das vendas como do dólar não tem se refletido nos salários dos trabalhadores, esse aumento da produtividade, do lucro, não está sendo repassado para os trabalhadores.

No entanto essas indústrias recebem grandes incentivos do governo, não é?

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Fábio Bezerra – Sim. Recebem isenção de impostos, o que significa que o estado deixa de arrecadar impostos que poderiam ser investidos em saúde e educação. Recebem financiamento bancário facilitado. Recebem ajuda do governo para infraestrutura como pavimentação até as indústrias, às vezes ganham até terrenos. Mas isso tudo não chega aos trabalhadores. Quantos casos temos visto no estado de fechamento de frigoríficos de repente deixando os trabalhadores sem receber os salários atrasados e os seus direitos.

Você pré-candidato a deputado estadual. Como se deu essa decisão de ser candidato?

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Fábio Bezerra – Vendo essa situação dos trabalhadores, concluímos que todas essas questões colocadas passam pela política. A reforma da previdência foi uma decisão política. A reforma trabalhista foi uma decisão política. Dar incentivos fiscais e de infraestrutura para os empresários são decisões políticas. Aumentar ou não o salário mínimo é uma decisão política. Então a conclusão é que os trabalhadores têm que participar da política, têm que lançar candidatos e eleger parlamentares para defenderem seus direitos. Por isso essa decisão de lançar minha candidatura, que foi tomada por todo um grupo de apoio que considera necessário termos um deputado estadual para defender os nossos interesses na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

E quais tuas propostas?

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Fábio Bezerra – Defender os interesses dos trabalhadores, tanto do setor privado, como do setor público, bem como medidas para economia para geração de empregos e renda. Defendemos a criação de um salário mínimo regional, a exemplo do que já existe em outros estados, pois se a economia de MS está crescendo acima da média nacional, isso tem que ser repassado aos trabalhadores que são responsáveis também com seu trabalho por esse aumento da economia do estado. Defendemos também uma revisão nessa política de incentivos. Os empresários, para receberem tais benefícios com recursos públicos tem que assumir compromissos também, como a criação e manutenção de empregos. Quero um mandato de deputado estadual para defender essas questões.

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