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Conselho para uma amiga acelerada

Abílio Borges, escritor e eterno otimista.

Pode parecer maluquice minha, pode parecer algo até bizarro, mas tenho uma técnica que utilizo contra o stress. Naqueles momentos que você está atrasado para um compromisso, quando tudo dá errado, quando acontece uma sucessão absurda de contratempos e intercorrências, quando percebo, naquele momento, que não posso mudar coisas: Eu começo a rir, começo a buscar graça na desgraça…

Sim!

Começo a rir, pois sempre há do que se rir. Sempre há algo espirituoso no revés. Há sempre inúmeros ridículos presentes em nós!

Então eu paro, diminuo meu metabolismo, sinto minha respiração e começo a procurar a graça e digo para mim mesmo: Abílio, o mundo não irá se moldar a sua mera vontade, nem todas as coisas estão dispostas de maneira a satisfazer as suas demandas e necessidades, na hora e no momento que você deseja! Vá mais devagar… não seja ridículo menino! Kkkkkk!!

Então o que me resta a fazer depois de ouvir essa voz interior? É simples: Respirar fundo e procurar relaxar!
E para relaxar é necessário descontrair-se e a melhor maneira de fazer isso é apelar para o riso.

Sempre encontramos o lugar do riso, ele as vezes está espremido em pequenos detalhes que nos passam despercebidos, é como aquela massa fina entre os tijolos, é como o marcador de páginas oculta no livro. O riso sempre está atrás de certas situações que nos aborrecem e por não estarmos pensando nisso, por ser inusitado, não percebemos. Mas é só procurar com calma que encontramos e aí nos divertimos um pouco. E então a graça precipita-se como analgésicos das nossas almas!

Na verdade, ocorre por vezes, que as coisas que dão erradas no nosso dia a dia, são apenas alertas, singelos recados para pararmos, diminuirmos o ritmo…

É como se ao viajarmos numa estrada bucólica, repleta de paisagens e belezas no seu entorno, um pneu furado por exemplo, é um claro recado para diminuirmos a velocidade e contemplarmos a beleza do horizonte ou talvez seja o inusitado evitando um acidente quilômetros a nossa frente. No fundo, a contemplação seja o remédio, a cura que nossa alma precisa naquele exato momento.

É como se você fosse para a beira da praia que você tem aí por perto.

Se você sentar sobre uma grande pedra ou mesmo na areia em frente ao mar e contemplá-lo – imagino que você tenha feito isso inúmeras vezes -, você ouvirá dele sobre a imensidão do vasto universo, ele falará do infinito, das cores do céu e das águas, ele te fará ouvir cantos, murmúrios e sinfonias, fará você sentir o toque das brisas. O mar ao escorrer sobre a areia sob seus pés falará sobre a delicadeza dos carinhos e ao bater vigoroso de encontro as pedras contará sobre o vigor dos coitos. Ele lhe apresentará os mais diversos cheiros e mostrará as estrelas e a lua de maneira jamais vista, e por fim, lhe dará de presente coloridos arcos íris e belos pôr de sóis…

Precisamos também desse diálogo com as forças da natureza e da vida para fortalecer nossa subjetividade e de quebra, para também revigorarmos nosso sistema imunológico.

Há fios invisíveis a nos atar as energias que emanam dos elementos naturais e essas energias que a ciência ainda não catalogou, nos energiza, nos cura, nos religa de maneira sutil ao leito principal do rio da vida.

Por isso, afirmo que a linguagem oculta de Deus é misteriosa e precisamos estar atentas a ela. Ele não nos fala somente através dos livros inspirados por sábios e profetas. Essa relação do Sagrado com o profano é dinâmica, sempre existiu e sempre existirá! Deus, a vida, a natureza são comunicadores eloquentes que muitas vezes ignoramos, porque estamos acostumados com aquilo que é imediato, que dá resultado objetivo, estamos presos nas teias do pragmatismo e é por isso mesmo que, ao perdemos muito de nossa sensibilidade, não percebemos então essa linguagem latente em signos inusitados que desprezamos.

Precisamos equilibrar, portanto, objetividade com subjetividade. Buscar o equilíbrio do meio e encontrar o ponto equidistante entre o objetivo e subjetivo. Isso é fundamental para mantermos a nossa boa saúde e é salutar, imprescindível para nossa vida em todos os seus aspectos. Creia, que esses detalhes que elenco aqui são uns dos muitos segredos que a maturidade nos proporciona, esse é um dos macetes para compreendermos o ritmo e a cadência do aqui viver.

Por isso, consola-te com a necessária diminuição do ritmo de sua rotina anterior, já que nada poderia haver nela, que seja mais valioso do que sua saúde e sua vida nesta terra.

Para isso procure o riso, encontre a graça nas pequenas situações do seu dia a dia. Sei que irá encontrar a alegria na adversidade, porque são tantas as possibilidades e então se divertirá como quando era criança no parque de diversões, como sempre acontece comigo.

Reflita quantas vezes for necessário (QVFN)!

Deus te abençoe e te serene!

Por Abílio Borges

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