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As melhores companhias durante a quarentena

Ter plantas em casa ajudou a melhorar bem-estar psicológico na quarentena

O isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19 sem dúvidas afetou a saúde mental de muita gente. No entanto, quem conseguiu manter uma casa repleta de plantas durante o período pode ter, de certa forma, aliviado os efeitos negativos do confinamento.

De acordo com um estudo internacional coordenado pelo Grupo de Pesquisa em Engenharia de Natureza Urbana e Biossistemas (NATURIB), ter plantas em casa teve uma influência positiva no bem-estar psicológico durante a quarentena.

Plantas tiveram influência positiva durante o confinamento

O estudo avaliou o papel desempenhado pelas plantas durante a primeira fase de quarentena, entre os meses de março e junho. O período foi marcado pela impossibilidade de desfrutar dos espaços abertos e da natureza, obrigando as pessoas a passar mais tempo dentro de suas casas.

Segundo os pesquisadores, ter plantas em casa teve uma influência positiva no bem-estar emocional durante o confinamento. O fato foi confirmado por 74% dos mais de 4.200 entrevistados em 46 países.

Além disso, mais da metade dos entrevistados (55,8%) afirmou que teria preferido ter mais plantas em casa durante a quarentena.

A frequência com que os participantes do estudo experimentaram emoções negativas foi maior entre aqueles que afirmaram não ter plantas nas residências.

Os que viviam em habitações pequenas ou mal iluminadas e os que não visitavam os espaços verdes com frequência antes do bloqueio também experimentaram emoções mais negativas.

Ainda de acordo com os pesquisadores, 25% dos entrevistados relataram passar mais tempo cuidando das plantas durante o confinamento e quase dois terços expressaram o desejo de manter o hábito assim que a normalidade fosse restaurada.

Por fim, 40% dos participantes indicaram que se sentiam motivados a ter mais plantas em casa no futuro.

O levantamento, publicado na revista Urban Forestry and Urban Greening no dia 21 de janeiro de 2021, foi realizado por pesquisadores da Hellenic Mediterranean University (Grécia), da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Brasil) e da Universidade de Gênova (Itália), com representantes da Universidade de Sevilha (Espanha).

Por Vix

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