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Cidadão Kane

Citizen Kane” é, supostamente, baseado na vida do magnata do jornalismo William Randolph Hearst (publicamente, Welles negava), e conta a história de Charles Foster Kane, um menino pobre que acaba se tornando um dos homens mais ricos do mundo.

O filme inicia com a sua morte, momentos antes da qual pronuncia a palavra Rosebud (botão de rosa). Após dias de sensacionalismo em cima da notícia de sua morte, o jornalista Jerry Thompson (William Alland) recebe o encargo de investigar a vida de Kane, a fim de descobrir o significado de sua última palavra. Ele entrevista as pessoas mais próximas do protagonista, como o secretário Bernstein (Everett Sloane), o melhor amigo Leland (Joseph Cotten), a segunda esposa, Susan Alexander (Dorothy Comingore), e o mordomo da mansão, além de consultar o diário pessoal de Thatcher (George Coulouris), o falecido tutor e administrador dos bens de Kane. Com isso, ele mergulha na vida de um homem solitário, que desde a infância é obrigado a seguir a vontade alheia. Ninguém a seu redor importa-se com Kane, que busca por meio da aquisição de bens a adoração das pessoas.

Ao final, Thompson, após a exaustiva investigação da vida de Kane através de entrevistas, se vê incapaz de descobrir o significado da palavra, concluindo que Charles Foster Kane “foi um homem que possuiu tudo o que quis, e depois perdeu tudo. Talvez Rosebud seja algo que ele nunca tenha possuído, ou algo que tenha perdido. Mas não explicaria tudo. Nenhuma palavra pode explicar a vida de um homem”. No entanto, quando o filme termina, o público descobre o real significado de Rosebud: tratava-se do trenó da infância de Kane – uma alusão à única fase de sua vida em que ele realmente foi feliz. O trenó, considerado lixo, é queimado em um forno pelas pessoas que estavam partindo de Xanadu, a mansão de Kane na Flórida. (sinopse Wikipédia)

Um dos melhores trabalhos feito no cinema internacional, Cidadão Kane, é a realização de Orson Welles. Depois do episódio e do alvoroço causado na costa leste dos EUA com o “Guerra dos mundos”, radio-teatro de época da rádio CBS, Welles consegue emplacar seu projeto de cinema com tudo que queria, escolhendo atores e profissionais de sua confiança, tendo o RKO Pictures dando aval para Orson ser ator, produtor, diretor e fazer parceria no roteiro com Herman Mankiewicz.
Tendo encabeçado a lista 100 Years… 100 Movies de 1998 feito pela AFI – American Film Institute, é apontado por todos os grandes críticos de cinema como o “filme dos filmes”, Orson, recebendo apenas um Oscar em todas sua carreira, apenas o de Melhor Roteiro Original, por Cidadão Kane, foi suficiente para consagrar Welles.
Este é um filme para quem gosta de cinema, imperdível, e para quem tem prateleira com os melhores, este não pode faltar.

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