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Jingle bell, óh pá!

Lisboa decorada para o Natal

Desde o início de dezembro, o governo decretou um estado que tem o terrível nome de calamidade e basta pronunciá-lo para meio mundo ficar de cabelo em pé. Não que a pandemia ande às mil maravilhas por aqui – mas mesmo com os casos aumentando (de infecções, de internações, de mortes), a vida tem seguido. Com mais restrições e mais consciência, mas segue. A quem interessar possa: no meu modesto e simplista entendimento do dicionário político, calamidade ou emergência são modalidades que dão mais autonomia ao governo para implantar medidas e decisões emergenciais.

Dito isso… como está o Natal por aqui? Minha incursão pelo centro de Lisboa no fim de semana passado revelou ruas lotadas, milhares de celulares ou câmeras nas mãos, turistas dos quatro cantos, famílias passeando sem pressa, músicos tocando em pontos turísticos.
Enquanto as ruas do Chiado se encheram de medusas, as da Baixa esbanjam laços coloridos. A árvore da Praça do Rossio vai do rosa ao verde, mas a mais emblemática, que fica na Praça do Comércio, este ano é monocromática e linda, com seus 30 metros de altura.

Ruas de Lisboa iluminadas para o Natal Foto Bruno Barata

Ao todo, a cidade tem mais 200 quilômetros de luzes espalhadas – e plateia nas ruas para ver tudo isso de perto.
Até o Wonderland Lisboa, o maior parque temático de Natal da cidade, está aberto diariamente com pista de patinação no gelo, roda gigante, carrossel, escorregador e uma vila de Natal com dezenas de barraquinhas – e assim será até o dia 2 de janeiro.

Mas o que, afinal, o decreto do estado de calamidade significa? Um passo atrás nas regras de segurança. Para quem está viajando pela cidade, as principais são: a obrigatoriedade de usar máscaras em lugares fechados, de apresentar o certificado de vacinação para entrar em restaurantes e hotéis, de apresentar, além do certificado, também um teste para entrar em bares e baladas (que seguem funcionando).
Oficialmente, o certificado brasileiro não é reconhecido em Portugal, mas muitos estabelecimentos fazem vista grossa, declarando que o que importa é ter a vacina. Naqueles que não aceitam, é preciso fazer um teste e apresentar o resultado negativo na porta.

Além disso, todos os passageiros que desembarcam em Lisboa vindos de outro país, mesmo os da União Europeia, têm que apresentar testes negativos (só o certificado de vacina não vale, nem para os moradores).

Por Rachel Verano – Viagem e Turismo

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