Oxigenoterapia Hiperbárica: 5 perguntas importantes sobre um dos tratamentos mais falados da atualidade

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Dr. José Branco explica o motivo pelo qual a prática está sendo adotada por famosos e atletas

Dr. José Branco atua há mais de 30 anos com a Oxigenoterapia Hiperbárica (OHB). O grupo criado por ele e outros profissionais foi um dos pioneiros no setor privado no Brasil e, atualmente, realiza 6 mil sessões de hiperbárica por mês. Segundo Branco, o foco do tratamento é um desfecho otimizado. Para entender mais sobre o que é o tratamento, confira cinco perguntas sobre a OHB:

O que é a Oxigenoterapia Hiperbárica?

A Oxigenoterapia Hiperbárica é um tratamento adjuvante, que não exclui o uso de antibióticos, nem de curativos ou de desbridamentos cirúrgicos. Ressalta-se a importância do início precoce do tratamento assim como a abordagem multidisciplinar para se obter uma melhora rápida e um resultado satisfatório. 

Como funciona o tratamento?

O paciente entra em uma câmara e é pressurizado, em uma pressão de duas a três vezes a pressão atmosférica normal, o que significa um mergulho de cerca de 15 metros de profundidade, em um ambiente rico em oxigênio puro. 

Se o paciente fizer uma medida antes de entrar na câmara, a pressão de oxigênio no sangue estará em 99% aproximadamente. Se o teste for feito durante a oxigenoterapia, a pressão de oxigênio atinge mais de 2000%. Esse aumento de oxigênio ajudará no processo de cicatrização de feridas: diminuindo a inflamação, prevenindo infecções e complicações, e melhorando a função dos tecidos afetados. 

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Em qual momento se deve realizar a Oxigenoterapia Hiperbárica?

Uma das principais indicações da OHB onde há melhora da oxigenação nos tecidos e estímulo à cicatrização é nas lesões com isquemia (falta de oxigênio) que ocorre em condições como nas úlceras de pressão, queimaduras, pé diabético, osteomielite, feridas de difícil cicatrização, enxertos em sofrimento, lesões por radiação, dentre outras.

Quais seriam as contraindicações do tratamento?

A principal contraindicação ao tratamento é caso o paciente possua pneumotórax não tratado. Ao colocar um paciente em uma câmara e alterar a pressão ao seu redor pode resultar na ocorrência de um pneumotórax hipertensivo na subida de pressão, que pode se tornar uma ameaça. Dessa maneira, os pacientes com essas condições devem ser tratados antes de realizar a Oxigenoterapia Hiperbárica.

Qual é o futuro da Oxigenoterapia Hiperbárica?

Atualmente, o tratamento é muito utilizado por atletas de alta performance, como jogadores de futebol. Os clubes do Brasil estão, aos poucos, investindo nesta tecnologia para acelerar a recuperação de lesões, cicatrizes e infecções dos atletas. Além dos clubes, alguns jogadores e famosos possuem câmaras dentro de suas residências, neste caso eles precisam gerenciar os riscos e há necessidade de um profissional especializado supervisionando. Vale dizer que essas câmaras utilizadas em domicílio são funcionais em situações de transportes, mas é fundamental é recomendado que o tratamento seja feito em clínicas especializadas

É importante ressaltar que a OHB deve ser realizada supervisionada por profissionais treinados e qualificados para minimizar os riscos e maximizar os benefícios para o paciente. O diferencial do serviço está no acolhimento, pois os pacientes em geral estão extremamente fragilizados. Mas, também é preciso ter profissionais para realizar a administração da câmara.

Sobre Dr. José Branco

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Médico formado pela Universidade Federal do Maranhão, fundou e faz parte da direção executiva do IBSP – Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente, que tem como missão transformar a segurança do paciente em prioridade estratégica nas instituições de saúde. Também, é Diretor Técnico do INDSH – Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano, uma Organização Social de Saúde (OSS) focada na gestão de hospitais, clínicas, unidades de referência e de pronto atendimento. 

Atua como Presidente da Sociedade Médica de Oxigenoterapia Hiperbárica (OHB) do Brasil na regulamentação da OHB no país e disseminação do conhecimento das melhores práticas. Já foi Diretor Clínico do Hospital São Camilo Santana durante 11 anos, com foco em garantir as boas práticas assistenciais com uso das melhores evidências científicas.

Por Débora Nogueira