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BOLA ROLANDO

crowd of people watching sports inside arena
Photo by Mariana Fernandes on Unsplash

A competição de clubes mais importante do país começou neste fim de semana com circunstâncias jamais vistas em décadas de disputa. Pela primeira vez na história, o Campeonato Brasileiro terá a maior parte de seus jogos com portões fechados em virtude do risco de contaminação do coronavírus. O torneio irá até fevereiro. Como medida de segurança, CBF e clubes se basearam nos torneios europeus e traçaram rígido protocolo, reduzindo drasticamente o número de profissionais envolvidos – de delegações a jornalistas –, com obrigação do uso de máscaras e do distanciamento nos estádios.

Dentro das quatro linhas, as equipes tentam se reorganizar depois de quase quatro meses com atividades paralisadas por causa da pandemia. Com a maioria convivendo com sérios problemas financeiros e atraso de salários, boa parte dos integrantes da Série A se vê obrigada a buscar o acerto do time em meio à disputa.

Atual campeão, o Flamengo figura entre os favoritos, perseguido por rivais como o Atlético, Palmeiras e Grêmio. Em escala intermediária, Corinthians, São Paulo e Internacional, que não fizeram bom papel nas últimas edições, além do Athletico. Na parte de baixo, sob pesada crise econômica e candidatos a lutar contra o rebaixamento, Vasco, Sport, Coritiba e Botafogo.

Quatro devem lutar por título

O clube manteve praticamente todo o grupo campeão. E ainda conta com reforços, como o zagueiro Gustavo Henrique, o volante Thiago Maia e o atacante Pedro Rocha. O destaque é a dupla Bruno Henrique e Gabriel. O desafio do técnico Domènec Torrent é manter a eficiência tática de Jorge Jesus.

O Galo vai apostar alto no Brasileiro, sua única competição na temporada. Além de R$ 85 milhões em reforços, como o zagueiro Junior Alonso, da Seleção Paraguaia, e o atacante Keno, o alvinegro investiu no técnico Jorge Sampaoli, que levou o Santos, mesmo com grupo limitado, ao vice-campeonato em 2019.

Chega com equipe mais jovem, vários pratas da casa. A única contratação de peso foi o atacante Rony. Mas tem no banco um especialista em títulos da competição, o técnico Vanderlei Luxemburgo, cinco vezes campeão. Em 1993 e 94 (Palmeiras), 1998 (Corinthians), 2003 (Cruzeiro) e 2004 (Santos).

Ainda na Libertadores e Copa do Brasil, terá de conciliar os mata-matas e o Brasileiro. Mas o técnico Renato Gaúcho repaginou o grupo para fortalecê-lo nesta maratona. Perdeu Éverton para o Benfica, mas manteve bons jogadores, como Orejuela, Lucas Silva (ex-Cruzeiro) e o atacante Diego Souza.

Pesos-pesados no bloco intermediário

A chegada do técnico Tiago Nunes representou tentativa de novo estilo de jogo. Mas os resultados em 2020 demoraram a aparecer. Em crise financeira, o Timão aposta alto no talento de Luan e no oportunismo de Jô para tentar fazer um Brasileiro com regularidade.

Mesmo com grupo qualificado, Fernando Diniz não conseguiu o encaixe ideal. Com a saída de Antony para o Ajax, vai depender muito do talento dos pratas da casa Igor Gomes, Shayllon e Helinho. Tem uma das maiores folhas salariais do Brasil (R$ 20 milhões mensais).

Sempre favorito na disputa, o Internacional entra com o desafio de não decepcionar. As apostas são Bruno Boschilia, Thiago Galhardo e o experiente Paolo Guerrero. Com Eduardo Coudet no comando, a expectativa é de evolução. Em 2019, chegou a liderar, mas ficou fora até da Libertadores.

Mesmo com a perda de vários destaques, tende a manter a competitividade dos anos anteriores, com jogadores mais voluntariosos e sem tanto nome. Agora com Dorival Júnior no comando, a receita deve se repetir. Apostas são Nikão e Marquinhos Gabriel, além do jovem Khellvem e Robson Bambu

Vários entre o risco e a glória

Vive momento de instabilidade. Além do atraso de salários, demitiu o português Jesualdo Ferreira nesta semana e contratou Cuca. O time vice do ano passado foi desfigurado. Apesar disso, manteve a base do sistema ofensivo: o venezuelano Soteldo, o uruguaio Sánchez e o ex-cruzeirense Marinho.

As boas atuações na decisão carioca contra o Flamengo deram nova esperança ao Flu. Aos poucos, Oldair Helmann tenta buscar a melhor formação. A base será sustentada por veteranos, como Egídio, Nenê e Fred, com a mescla de jovens, casos de Nino, Marcos Paulo e Evanílson.

Depois de segurar a equipe na elite, Rogério Ceni tentará atingir mais um degrau: remar até, quem sabe, poder beliscar a zona da Libertadores. A base do ano passado foi mantida, reforçada com a chegada de outros jogadores – casos de David (ex-Cruzeiro) e Michel (ex-Grêmio).

Chega embalado pela conquista da Copa do Nordeste. Após sufoco em 2019 (se salvando na última rodada), aposta em veteranos, como o goleiro Fernando Prass, o atacante Rafael Sobis e o armador Vinícius. Outras peças importantes são o lateral Samuel Xavier o atacante Leandro Carvalho.

Equipe de maior poder aquisitivo do Nordeste, pôde contratar atletas que podem fazer a diferença. Assim, disputa a Série A reforçada pelo armador Rodriguinho e o atacante Clayson (ex-Corinthians), além de ter mantido a base de 2019 e o técnico Roger Machado.

Recomeça praticamente do zero. Perdeu dois dos destaques de 2019: o volante Leo Sena (agora no Atlético) e o atacante Michael (Flamengo). Uma das apostas é o armador chileno Ignacio Jara, de 23 anos, ex-Cobreloa. Alguns protagonistas ficaram: o goleiro Tadeu e o atacante Rafael Moura.

Depois de 22 anos, volta à elite amparado pela parceria com o antigo Red Bull Brasil. Investiu mais de R$ 100 milhões em contratações, como os ex-atleticanos Cleiton e Alerrandro e o ex-palmeirense Artur. Embora a missão seja ficar na Série A, a equipe de Felipe Conceição pode surpreender.

Alguns entram já sob ameaça

Com salários e direitos de imagem atrasados há meses, tenta se reequilibrar. As apostas são os estrangeiros Benítez, German Cano e Guarín, além do técnico Ramon Menezes, identificado com o clube.

Outro com graves problemas financeiros. Tenta sua sorte na competição. Além do japonês Honda, a principal contratação foi o marfinense Kalou, que disputou a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Sob o comando de Vágner Mancini, volta à elite com o desafio de ficar longe das últimas posições. Seus principais jogadores são Renato Kayser (ex-Cruzeiro) e Hyuri (ex-Atlético).

Fora da decisão do Estadual e da Copa do Brasil, meta é se manter na elite. Comandado pelo ex-volante Daniel Paulista, tem os emprestados Maidana e Bruninho, além de Patric, ex-Atlético.

De volta depois de dois anos, o objetivo é claro: se segurar na elite. Rafinha e Sassá (ex-Cruzeiro), Giovanni Augusto (ex-Atlético) e Rafael Lima e Ruy (ex-América) integram equipe de Eduardo Barroca.’ Vamos buscar bom resultado’.

Por Roger Dias – Superesportes

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